GOTAS DO CARISMA... Fabiano e Jaqueline nos contam um pouco de sua história...

Quando jovens, nós participávamos dos grupos de jovens de nossas paróquias (Betânia e Nova Suissa). Naquela época, a juventude era muito animada e tínhamos muitos eventos nos quais nos uníamos, como a Gincana Vicentina, festivais como o Festiarte, a Semana da Juventude e o Campo de Trabalho. O Campo de Trabalho era uma experiência que a Comunidade Missionária proporcionava ao GIM, na segunda quinzena de julho, quando, por quinze dias, mergulhávamos em uma forte experiência de trabalho pelos mais pobres de dia e formação e oração à noite.

Éramos pobres, mas descobrimos que além da nossa pobreza, havia um mundo de pessoas morrendo de fome, de sede ou vivendo sem Deus. Assim, nasceu em nós o desejo de não nos esquecermos do grito dos pobres. Casamos em 31 de agosto de 1991. Desde nosso casamento, optamos por viver com sobriedade e a acreditar na Providência. Não teve luxo, mas nada faltou desde aquele dia, até o dia de hoje.

No começo, morávamos em um cômodo com banheiro, mas logo Deus nos abraçou com sua Providência e nos presenteou com uma bolsa de estudos para o exterior. Fora do Brasil, continuamos com um estilo de vida simples, o que nos permitiu economizar para comprarmos um lote ao voltarmos para o Brasil, em 1993. Nesta época, já tínhamos recebido outro presente de Deus, nossa primeira filha, Laura, que nasceu na primavera de 1996. Vivíamos uma experiência diferente daquela de quando éramos jovens. Agora participávamos do GIMCA, um grupo da CMV dedicado a casais. Alice, nossa segunda filha nasceu em 2000 e Clara, a terceira, em 2003. Em 2004, finalmente nos mudamos para nossa casa, no bairro Palmeiras.

Enquanto casal, procuramos partilhar um pouco do que temos de mais valioso com as pessoas: nosso tempo. Sempre procuramos atender escolas, paróquias e pessoas que nos pedem ajuda. Nosso maior trabalho neste sentido tem sido testemunhar e divulgar o Método Billings, um estilo de vida capaz de ajudar o casal em todos os aspectos de sua vida. Enquanto “cruzar os mares” para irmos trabalhar com e pelos mais pobres ainda não foi possível, colocamos em nossa casa pequenos sinais que nos lembram dos outros povos; um quadro, um enfeite, um livro, uma oração, uma reflexão... Percebemos que isso nos ajuda dois e também ajuda nossas filhas a crescerem com um coração universal. Acreditamos que seja, até hoje, o grande legado pela humanidade que sofre: formar uma família capaz de ver aqueles que, no mundo, são apenas números, porcentagens. E vendo-os, tornamo-nos capazes de lutar por eles. Agora esperamos ansiosamente o momento de realizarmos o sonho da nossa juventude, de um dia irmos concretamente ajudar os irmãos.