No último domingo (17), cerca de cinquenta jovens, juntamente com missionários da CMV, celebraram com ações concretas, o dia Mundial dos Pobres, na ocupação popular Guarani Kayowa, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Além de jogos e brincadeiras com as crianças, os voluntários realizaram ações como limpeza de ruas da ocupação e atendimento pediátrico, um almoço também foi oferecido às famílias do assentamento.

Instituído pelo Papa Francisco em novembro de 2016, O Dia Mundial dos Pobres propõe aos cristãos católicos e aos crentes outras religiões, a vivencia da solidariedade e a pratica da misericórdia junto aos menos favorecidos. Na missa para os necessitados, celebrada pelo santo padre, no último domingo, em Roma, Francisco falou sobre a importância de se acolher e oferecer ajuda aos mais pobres, “Não devemos ficar “irritados” com os pobres, mas ajuda-los o máximo possível”.  

Em entrevista à TV Horizonte, padre Siro Sechet, falou sobre a importância de um olhar cuidadoso para com os mais pobres, “O pobre não é só um resquício da injustiça social, ele é o filho de Deus feito homem, que hoje nós encontramos nestes pequeninhos e nas mães deles. Talvez não vamos resolver o problema, mas essa pequena etapa faz parte de um pensamento maior”.

 

Os mais pobres no Brasil

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, o número de brasileiros vivendo em extrema pobreza, era de treze milhões e quinhentos mil. Desde 2014, o número de pessoas vivendo com até cento e quarenta e cinco reais mensais, aumento em quatro milhões e meio.

O IBGE aponta que, cinquenta e dois milhões e meio de brasileiros vivem na linha da pobreza, ou seja, pouco mais de 25% da nossa população. Estas pessoas têm renda familiar percapita de até quatrocentos e vinte reais mensais.

Os critérios utilizados para se traçar o perfil de riquezas, é o mesmo usado pelo Banco Mundial e coloca na linha da extrema pobreza, quem vive com até U$ 1,90 por dia.