O contexto  no qual operamos

 

No dia 10 de Janeiro 2009, chegamos em oito missionários na cidade de Maputo, capital de Moçambique, para fundar a primeira comunidade missionária de Villaregia no coração da Africa Austral.

Moçambique tem uma população de 20.200.000 habitantes (Censo de 2007), è um mosaico cultural constituído por várias etnias de diferentes línguas, sendo a maior parte de origem Bantu. Na cidade de Maputo as línguas mais faladas, além do português que è a língua oficial, são as línguas Ronga e Xangana , muito semelhantes entre elas, ao mesmo tempo se fala muitas outras línguas devido à imigração de pessoas de diferentes províncias  na capital do País.

Mesmo com o fenómeno da urbanização que està crescendo sempre mais, 70% da população vive em zona rural e a agricultura domestica é a base da sua subsistência.

 

A capital de Maputo conta com cerca de 1.100.000 habitantes.

 

O Arcebispo, sua excelência Dom Francisco Chimoio, que nos acolheu em modo muito fraterno, nos confiou uma zona pastoral na periferia de Maputo. Se trata de uma zona em expansão, na qual uma parte é situada no território do município de Maputo e uma outra nos limites de Marracuene, que pertence à cidade de Matola. Em Dezembro de 2009, esta zona pastoral se tornou a Paróquia Santíssima Trindade, com uma população de mais de 70.000 habitantes.

Calorosa, desde a nossa chegada, foi a acolhida dos irmãos moçambicanos. Desde o início tocamos com as mãos as características e os dons deste povo.

Ficamos admirados: pela alegria das crianças, que de forma muito simpática nos cumprimentam e vêm ao nosso encontro, pela beleza dos jovens e da capacidade que têm de sorrir mesmo com as dificuldades que enfrentam para estudar e construir o próprio futuro e aquele do próprio País; pela acolhida laboriosa dos adultos, características típicas do povo moçambicano.

Os quase 30 anos de guerra civil marcou profundamente a vida deste povo, sem tocar, porém, a índole batalhadora, capaz de enfrentar, sem desencorajar-se, as situações mais difíceis; sinal tangível disto è a perseverança no caminho de fé, apesar da revolução marxista-leninista e os longos anos de guerra.

O povo moçambicano celebra no 2015 os seus 40 anos de independência nacional, conquistada depois de 11 anos de guerra de libertação. Um tempo breve para a história de um povo, mas um tempo suficientemente amplo se si considera tudo aquilo que o povo moçambicano viveu nestes 40 anos: A independência com tudo aquilo que comporta um caminho de conquista dos direitos inalienáveis; a revolução marxista-leninista, com toda a herança de sofrimento não só para a Igreja perseguida, mas para todo o povo que se encontrou sem trabalho por causa do falência de muitas indústrias, das privatizações impostas pelo regime; a guerra civil com mais de 1 milhão de mortos e  500.000 refugiados, que viu a destruição de inteiras famílias, bens, estruturas económicas, escolásticas e sanitárias, com as suas consequências visíveis ainda hoje; e enfim a conclusão da guerra, com a instituição dos muitos partidarismos e a passagem de um modelo socialista  para um modelo neoliberal.

Apesar dos quase 25 anos de paz e um nível de estabilidade política relativamente invejável para um País africano, Moçambique continua a ser, também para os paradigmas africanos, um País no qual domina a pobreza. Segundo os cálculos das Nações Unidas, quase metade da população moçambicana enfrenta condições de vida que não alcançam o mínimo necessário para se distanciar da pobreza extrema. O índice de Pobreza Humana coloca Moçambique no 127° lugar sobre 135 Paìses analisados, se encontra entre o 8 Paìses mais pobres do mundo.

Em um País no qual metade da população vive em um grau extremo de pobreza absoluta e, ainda mais,, è analfabeta, è inevitável a falta de um mínimo de educação sanitária indispensável para prevenir a doença que, ainda hoje no País, são as maiores causas de morte: a malária, a tuberculose, a cólera e a pandemia do HIV - Sida, um verdadeiro flagelo no País com 500 contaminados por dia.

 

O cajueiro no Moçambique  Nome da fruta – Caju Nome científico – Anacardium occidentale L. Família botânica – Anacardiaceae Categoria Origem – Brasil – regiões costeiras do Norte e Nordeste Características do cajueiro – O cajueiro é uma árvore que pode atingir até 10 metros de altura, com copa proporcional ao tamanho, arredondada, chegando a atingir o solo. Tronco tortuoso e ramificado. Folhas róseas quando jovens e verdes posteriormente. Flores pequenas, alvo-rosadas, perfumadas. Fruto do cajueiro – O caju