Na última quarta-feira (12 de março), o Ciclone Tropical Idai atingiu Moçambique com ventos de mais de 177km/h, destruindo cidades, deixando centenas de mortos e milhares de desabrigados. 

Felizmente, a sede da CMV em Moçambique, localizada em Maputo, está bem distante do local da catástrofe, que aconteceu no centro-norte do território moçambicano. Nosso missionários já começaram a se mobilizar, para enviar alimentos e itens de primeira necessidade à região atingida, mas a comunicação com as áreas inundadas tem sido difícil, o que torna mai complexa a coordenação das ações de socorro. 

Em comunicado oficial, a Presidência da CMV informou,   a mobilização para ajudar a população do país deve continuar. "Em Beira, onde o Ciclone levou ao chão grande parte da cidade, cortando as vias de acesso ao restante do páis, a fase crítica ainda não passou. As estradas foram destruídas e o socorro só pode chegar por meio de helicópteros e pequenos aviões. Chuvas pesadas estão previstas paras os próximos dias, com risco de novas inundações e mortes", afirma.

O número de vítimas é estimado em cerca de 30 mil. Em algumas regiões, a água chegou a subir sete metros e ainda há pessoas sobre os tetos de suas casas e em árvores. Na cidade de Beira, o custo dos alimentos está altísismo e é difícil o acesso a água potável. Também foi constatada uma explosão nos índices de violência e assaltos. 

A CMV e COMIVIS se mobilizaram para envio de primeiros socorros, enquanto é lançada uma campanha online de recolhimento de fundos.

Confira o testemunho (em italiano) do Pe. Antonio Perretta, em nome da CMV de Maputo, e as imagens enviadas por missionários da CMV. Com a primeira arrecadação de recursos, já foi possível adquirir 625 kg de arroz, 370 kg de macarrão, 40 kg de feijão, 60 litros de óleo, 20 barris de água e ítens de higiene. 

De acordo com missionários da Pia Sociedade São Caetano, que atuan em Maçambique, a 50 km de Beira, todas as capelas da comunidade foram destruídas e a maior parte das árvores foram arrancadas devido à força do vento, caindo sobre as casas e causando dezenas de mortes. "Centenas de famílias estão alojadas provisoriamente em escolas ou na casa de parentes e amigos. Existe um grave receio de disseminação de doenças epidêmicas. 90% das pessoas perdeu praticamente tudo, mas a população, no entanto, não se desespera, demonstrando, pelo contrário, uma força de apoio. Estamos pensando na reconstrução, ajudando como podemos. Nos nos sentimos sós. Sabemos que podemos contar com suas orações e solidariedade, unidos pela caridade", afirmam.

"Se você vê a caridade, vê a trindade" (Sant’o Agostinho, A Trindade, 8, 8, 12)