Experiências de alguns jovens

Primeira vez que participo de uma experiência que não mente no título "transforma sua vida" porque realmente ao conviver e sair de lá, me senti como um novo cara, cheio de boas recordações desses poucos dias que passei ao lado de pessoas que já posso chamar de amigos. Eu particularmente era meio cético em relação aos problemas serem "resolvidos" na igreja e para mim a experiência seria cansativa e monótona e antes de ir estava com muitos conflitos internos e questionamentos sobre o meu futuro. Eu que era otimista e tinha a certeza de que tudo daria certo já não era mais assim. Cara, tinha perdido muita coisa mesmo e acreditava que ir à essas férias missionárias seriam só mais uma perda, no caso perda de tempo. Fiquei de cara quando cheguei na CMV naquele casarão grandasso que já logo me animou um pouco, tava meio deslocado, mas quanto mais chegava gente mais ia me enturmando. E já entrosado começaram as experiências mostrando as diferentes realidades dos países subdesenvolvidos dando um tapa na cara de todos os brasileiros, vimos também a realidade de pessoas que não tem as boas condições que temos nas missões que foi mais um tapa ver tamanha felicidade causada por poucas coisas, o fato de poder fazer uma oração com eles e perceber a mudança com uma grande recompensa, os sorrisos que para mim tinha mais valor que qualquer dinheiro, nessas férias tivemos momentos, nenhum ruim, alguns baixos para reflexões, mas nunca ruins, e espero voltar todos os anos e sempre causar sorrisos verdadeiros nas pessoas com minha oratória. – Pedro Magalhães

 

 

 

Boa tarde! Me chamo Rodrigo de Oliveira Braga e faço parte da CMV e do grupo de jovens GimVi. Já participei de outras Férias Missionárias, porém é impossível compará-las, pois Deus se manifesta no momento certo e na hora certa. Durante todos os dias de convivência com as pessoas que participavam das ferias missionárias Deus me chamou a atenção para várias coisas. Durante as visitas tive a oportunidade de conhecer uma mulher, chamada Sara, ela estava catando recicláveis na Avenida e eu e o Gleison paramos para conversar e ser fonte de vida para ela. Durante muito tempo de conversa conseguimos saber um pouco da história delicada na qual ela se encontra e conseguimos levar alimentos para ela no início da tarde. Foi um dos momentos mais intensos de oração e partilha que vivi. Na mesma hora fiz uma breve comparação de como Deus não nos abandona, quando estamos diante de algum grupo que não nos agrada, na mesma hora nos saímos, sem pensar 2x, porém será que Deus também sai de nossas vidas quando cometemos pecados diversas vezes?! Mesmo diante de todos os problemas, ele nunca nos abandona e nunca deixa de acreditar em cada um. Essa experiência me fez enxergar que vivo em um mundo de "luxo", na qual tenho o que comer, o que beber, uma família e um lugar para dormir todos os dias. Existem pessoas que agora enquanto estamos lendo este testemunho, que estão chorando, com fome e morrendo de sede ou até mesmo sofrendo violência, portanto devemos parar um pouco e pensar no próximo, às vezes parecemos robôs, passamos mexendo no celular por um irmão na rua e se quer nos preocupamos se ele vai ter o que comer esta noite, então aprendi uma coisa, não somos nós quem escolhemos de estar em determinado lugar, mas sim Deus que nos leva até lá para propagar a fé e o amor de Deus. Mesmo diante de todos os problemas que estou passando em minha vida particular, consegui participar do encontro, onde encontrei a minha paz interior e consegui levar Deus até o próximo. Às vezes transformamos um simples problema em algo gigantesco ao ponto de nós deixar cegos para ver o amor de Deus, enquanto tem pessoas que sonham simplesmente em ter uma família ou simplesmente uma comida na mesa todos os dias. Então, missão é isso, missão é partir, é propagar o evangelho. Que Deus abençoe todos nós e obrigado pela experiência. Sejamos um, para que o mundo creia. – Rodrigo Braga

 

 

 

 

A minha missão é começou quando eu tinha oito anos, onde me encontrei na SSVP (Sociedade São Vicente de Paulo) onde comecei a ajudar pessoas pobres tanto espiritualmente quanto materialmente. Desde pequeno amo e sempre tento ajudar a quem precisa. Isso mudou minha vida, pois eu criei humildade e carinho enorme pelas pessoas que, por muitas pessoas, são consideráveis invisíveis e reprimidas. Para mim, elas são grandes pessoas que só precisam de fé e alegria para começar ou continuar trilhando seu caminho, o meu caráter e tudo que sou hoje se baseia nisto!!! Durante os laboratórios  das Férias Missionárias, tive a experiência de conhecer melhor a Costa do Marfim (onde a CMV tem uma casa em Youpugon). Vi tanta cultura neste povo africano e aprendi muitas coisas sobre a comida típica, dança... e aprendemos uma dança típica de saudação na costa do marfim, foi algo diferente e muito bom, pois eu pude crescer e conhecer um pouco mais sobre a cultura africana.  O dia que mais me tocou foi à visita na casa da Dona Zilda, que mora com seu irmão em uma casa bem pequena e que oferece riscos para os dois, pois tanto ela quanto ele são pessoas idosas e vivem sozinhos em uma situação precária. Fui com o grupo conversar com eles e arrumar o jardim da casa. Como a missão transformou minha vida? Comecei a dar mais valor para tudo que eu conquistei até hoje, pela minha vida em geral, pois há pessoas que realmente estão precisando e não tem nada e eu tenho tudo e não dou valor. Então o que levo dessa experiência é primeiro a humildade e carinho dessas pessoas e segundo que tenho que valorizar mais a minha vida.  Certa vez, ouvi a seguinte frase de um homem que gosto muito: "Ame sem esperar o amor em troca, sem esperar dinheiro, sem esperar reconhecimento, aos olhos de deus você será uma grande pessoa então ame e leve este amor contigo por onde for". Então pessoas ame sem esperar nada em troca, pois a missão realmente transforma nossas vidas. – Gustavo Vianna   

 

As Férias Missionárias desse ano abordou o tema "A missão pode transformar sua vida" e a partir de varias realidades como a dos Indianos, Venezuelanos e    Marfinenses pudemos aprender sobre a cultura, costumes e dificuldades  de outro país, que através da empatia e compaixão entedemos a importancia da oração para com os irmãos.
No fim de semana foi o momento de reconhecer que podiamos fazer mais através de visitas nas regiões proximas a Comunidade, com conversa e um breve momento de oração
 E durante essa experiência eu percebi que pude crescer na fraternidade com os outros jovens presentes, mas que também eu era capaz de amar muito além dos meus conhecidos, e esse amor pode ser demonstrado da forma mais simples, seja com um abraço ou uma oração.
E de fato a missão pode transformar sua vida é só se permitir e abandonar-se no Pai. - Júlia Clara

 

 

Gustavo Viana
Rodrigo Braga - Jovem a direita
Pedro Magalhães